Devo dizer que, a princípio, o título " O menino do Pijama Listrado" não me despertou em nada o interesse por sua leitura. Não era, para mim, um título que merecesse muita atenção.
Não foi amor à primeira vista, nem tampouco à segunda. Foram "muitas vistas" até que, num sábado à noite, nada para fazer ou ver na TV, "zapeando" com o controle, encontro novamente o tal título. Breve pensamento: " Se valeu um filme, acho que vale dar uma lida na sinopse." E li. E assisti ao filme. Foi daí que nasceu o desejo de ler o livro.
Como já disse, gosto de fazer esses comparativos entre um e outro. E devo dizer que, nesse caso,
um complementa o outro. A leitura não é muito rica em detalhes, deixando muito a cargo da imaginação do leitor, mas o filme ajuda a entender as entrelinhas do livro.
Quanto a história, é comovente.
Versa sobre o nazismo. Um menino de oito anos que se sente atraído pelos vizinhos que passam o dia vestidos em seus pijamas listrados. Ele venera o pai, mesmo não concordando com o modo como dirige suas vidas. O garotinho acaba concluindo que não sabe qual é o serviço do pai, mas sabe que ele é muito importante para o "comandante mor" de seu país.
A história se desenrola e o menino acaba "descobrindo", talvez ainda que sem se dar conta disso, qual é a verdadeira missão do pai ali.
Sei que a nossa imaginação é capaz de nos levar a lugares e situações que, muitas vezes, nos fazem rir ou chorar. Essa história não é real, mas me faz pensar se, no auge da loucura nazista, algo semelhante não teria acontecido...
Mais uma vez, vale a máxima: não julgue e sentencie sem conhecimento de causa.