Andando pelas ruas da cidade em uma das minhas conduções mais frequentes, venho me perguntando: quem será a pessoa que tem essas ideias "brilhantes"?
Explico: a condução em questão é o ônibus. A ideia nada brilhante é o design de alguns deles.
Frequentemente quando entro num desses, chego à conclusão de que os engenheiros que o projetaram jamais andaram de ônibus na vida! E pelas conversas que ouço nos ônibus, muitas pessoas concordam comigo.
Corredores estreitos, degraus no meio dos ônibus, portas colocadas também no meio do corredor, poucos bancos, janelas altas demais são somente alguns pontos que tornam a viagem uma tortura!
Nos horários de pico, é realmente difícil entrar num desses e sentir-se minimamente "confortável", como os nossos políticos gostam de enfatizar em época de eleições que os transportes estão mais confortáveis para o bem do trabalhador.
Também me questiono QUEM é a pessoa que acha esse design bonito de se ver.
Outro dia entrei num ônibus e fiquei observando o cobrador. A catraca foi tão espremida no corredor nesses novos modelos que o coitado tem que se virar para que ela não machuque a sua perna! Creio que ele também se sente torturado ali dentro!
Se fosse possível, gostaria mesmo de poder ver esses grandes gênios andando num desses modelos em uma segundona de chuva, com ele completamente lotado! Tenho certeza que ou pediriam para descer ou então arrumariam encrenca com pelo menos meia dúzia de passageiros! Mas também pode ser que repensassem o tal "design moderno", priorizando a facilidade e o mínimo de conforto possível!
Ele não era um Marley, mas aprontava suas peripécias, o que lhe custou essa corrente no pescoço...
Encontrado em uma caixa de papelão deixada num escadão do bairro onde moro, ainda filhote, prometia ser um grande cão, o que lhe rendeu o nome de GIGANTE.
Sempre ao sinal de qualquer som ao portão, seu latido e a frase: "Quieto, Gigante!". Do lado de fora, o visitante se assustava com o nome; porém, quando viam o dono do nome, sorriam e diziam com um tom carregado de ironia: "Esse que é o 'Gigante'?".
Mudamos de endereço (uma rua acima de onde morávamos) e ele estranhou. Ia para o portão da casa antiga, querendo entrar na SUA casa. Pulava cerca de três metros de altura para sair do local estranho e ganhar a liberdade. Até que se machucou muito (dá para ver pelas cicratizes do focinho) e teve que ser acorrentado.
Passados cerca de dez anos, entre travessuras, doenças, cirurgias, pulgas, carrapatos e outras coisas mais, eis que ontem ele acorda bem e no decorrer do dia começa a definhar até que...
O silêncio que agora reina na garagem é ensurdecedor!
Foi o nosso quinto cachorro, o terceiro que vimos morrer, mas sempre é muito difícil!
Sei que não é bom ser redundante, mas não consigo deixar de me indignar diante da falta de memória do povo brasileiro quando o assunto é eleição...
Me faz pensar também na anedota sobre o "povinho" do país. Aquele que é rico em recursos naturais, que não tem vulcões, onde o clima é tudo de bom, mas o povinho...
O passado de muitos dos candidatos não é segredo para ninguém, mas o povo não acredita e está prestes a colocar no poder uma verdadeira "quadrilha"! E depois, vamos reclamar! Sem nenhum direito, pois foi ele mesmo quem escolheu a situação! Dá para entender?!!??!? Não seria bem melhor corrigir o problema antes que ele fosse criado? Acabar com o vírus, antes da sua proliferação? Mas o que acontece parece piada de jornal de domingo! A cada quatro anos, lá estão eles prometendo melhorar o país, transformando-o no lugar ideal, com excelência em educação, transporte, saúde, emprego, etc, etc, etc...
Depois de quatro anos, lá estão novamente prometendo transformar o país, em um passe de mágica, no melhor do mundo!
Um acusa o outro de ser o criador do problema e promete corrigir o erro do outro e sobe no poder e continua a dizer que a culpa de tudo é daquele que saiu a anos e anos atrás! E o povo aplaude!
Sinceramente, não consigo processar a informação! Acho que a "memória" do meu cérebro tem menos de um giga e não consegue fazer o download da situação...
"QUANDO A MORTE CONTA UMA HISTÓRIA, VOCÊ DEVE PARAR PARA OUVI-LA." ?
Foi essa frase que me fez desejar ler esta história.
Liesel Meminger. Esse é o nome da menina "ladra". Uma pequena com sede de conhecimento, que não mede esforços para conseguir o que deseja. É um livro envolvente. Para os mais "preguiçosos", suas quase 500 páginas assustam, chegando mesmo a desencorajar alguns. Mas os que encaram o desafio da leitura, tenho certeza que não se arrependem da empreitada. De maneira inteligente, "a morte" narra a história de Liesel e daqueles que a cercam, como alguém que tem muita intimidade com ela. É uma história que mexe tanto com a imaginação, que gostaria de ver transformada em filme, para saber como os outros enxergam essa pequena e todas as coisas pelas quais passa. A leitura te dá essa possibilidade: cada leitor cria a sua própria "roubadora de livros", mas fica a curiosidade de saber como os outros a vislumbram. Enquanto o filme não vem, fica também o desejo de que possam existir muitas Liesel mundo afora (principalmente aqui no Brasil), com o desejo de ler e sugar cada palavra como sendo um bálsamo salvador para suas vidas.
Mas essa é daquelas que comemoramos com prazer! É muito bom celebrarmos a amizade! É muito melhor sabermos que temos amigos, pessoas especiais com quem podemos contar!
Deixo aqui uma história de amizade que me tocou profundamente! Me fez pensar em até onde vou pelos meus amigos e até onde eles são capazes de irem por mim...
DOAÇÃO DE SANGUE
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.
Várias crianças tiveram morte instantânea. As demais ficaram muito feridas, entre elas, uma menina de oito anos, em estado grave.
Ela precisava de sangue, urgentemente. Com um teste rápido descobriram seu tipo sangüíneo, mas, infelizmente, ninguém na equipe médica era compatível. Chamaram os moradores da aldeia e, com a ajuda de uma intérprete, lhes explicaram o que estava acontecendo.
A maioria não podia doar sangue, devido ao seu estado de saúde. Após testar o tipo sangüíneo dos poucos candidatos que restaram, constataram que somente um menino estava em condições de socorrê-la.
Deitaram-no numa cama ao lado da menina e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto, enquanto seu sangue era coletado.
Passados alguns momentos, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico pediu para a intérprete perguntar a ele se estava doendo.
Ele respondei que não. Porém, não demorou muito, soluçou de novo e lágrimas correram por seu rostinho.
O médico ficou preocupado e pediu para a intérprete lhe perguntar o que estava acontecendo. A enfermeira conversou suavemente com ele e explicou para o médico porque ele estava chorando:
- Ele pensou que ia morrer. Não tinha entendido direito o que você disse e estava achando que ia ter que doar todo o seu sangue para a menina não morrer.
O médico se aproximou dele e com a ajuda da intérprete perguntou:
- Mas se era assim, porque então você se ofereceu para doar seu sangue?
- Porque ela é minha amiga!
[Fato relatado como verídico]
QUE A NOSSA AMIZADE SEJA NÃO FINGIDA E QUE CHEGUEMOS A SER COMO CRIANÇAS, SINGELAS E SINCERAS COM AQUELES A QUEM AMAMOS!
E foi dada a largada para mais uma corrida rumo ao poder! Para ocupar o "pódio", três principais candidatos, três partidos diferentes, mas... nada de novo para oferecer!
É impressionante como a cada nova eleição, as mesmas caras aparecem na TV, as mesmas vozes no rádio, as mesmas promessas de que tudo será melhor se ELE(A) fôr eleito(a) e o povo?!? Esse acredita e vota e coloca no poder quem promete um "novo jeito de governar", mas quando chega lá, nada muda e o "novo jeito" transforma-se em mesmices...
E o tal QUARTO PODER induz o povo a escolher aquele que lhes interessa, usando seus artifícios para seduzir o eleitor.
PERGUNTA: Por que a mídia não usa o seu poder para abrir os olhos do povo com relação ao poder que ele tem com o voto?
Ética, respeito, honestidade...
Certa vez, ouvi uma frase que ficou gravada na memória: "Ou você é político ou você é honesto. As duas coisas juntas, não coexistem."
Quisera fosse uma frase irreal e que existisse um junto com o outro e o nosso país pudesse acreditar que a corrupção realmente será "coisa do passado", como sempre apregoam, mas não vivem...
Esse vídeo expressa um pouco daquilo que quero dizer no item cinco desta postagem.
Tenho "viajado" nos últimos dias em alguns "POR QUÊS" que são difíceis para eu compreender...
Talvez a psicolologia consiga explicá-los, mas não eu na minha santa ignorância!
Leiga que sou nos assuntos, o que coloco são meras suposições de alguém que tenta entender o "ininteligível".
Às vezes, algumas questões me afligem e angustiam e eu gostaria de poder mudá-las para que o mundo fosse melhor e menos complicado...
1- "POR QUE" algumas pessoas insistem em ser "perfeitas", encontrando defeitos em tudo e em todos, mas nunca se auto-avaliando?
2- "POR QUE" é tão fácil rir do outro, fazendo dele a sua melhor piada, esquecendo que, assim como você, ele é um ser que SENTE e se entristece?
3- "POR QUE" ser alguém com princípios diferentes dos do mundo atual incomoda tanto, como se o "anormal" fosse "normal" e vice-versa?
4- "POR QUE" nunca se quer ouvir o outro, mas sempre se deseja ser ouvido, fazendo parecer que os problemas alheios são "frescuras" de gente mimada, mas os SEUS são extremos e, por essa razão, todos em volta devem participar e condoer-se deles?
5- "POR QUE" a vida parece ser sempre feita de despedidas, mesmo quando apenas acabamos de conhecer alguém ou de chegar a algum lugar?
Parece loucura? Às vezes penso que sim... Mas essas coisas me afligem e sei que um pouco mais de sensibilidade poderia fazê-las melhor ou mais amenas...
Agora, MINHAS suposições:
1-É mais fácil achar que só o outro está errado, quando na verdade o erro pode estar mais em mim do que no outro.
2-"Defeitos" ou deficiências só os outros têm. Parece que a perfeição foi feita só para você e para quem você considera importante. Os outros mortais merecem suas gargalhadas, afinal é o mínimo que um ser superior pode oferecer aos inferiores ( mas será que não é o contrário? "Rirei primeiro, antes que ele encontre um motivo para rir de mim"?)
3- "A minha vida é ideal! Todos devem pensar como eu penso! Sou a pessoa mais legal, inteligente, perfeita e feliz do mundo!" Logo, viver diferente é inadimissível! (Isso não é desrespeitar o direito do outro? Existe algo que se chama Livre Arbítrio e cada um o usa como quer.)
4- Novamente, acho que é egocentrismo. Tudo que diz respeito a MIM é importante. O resto, é só resto.
5- Isso é mais complicado... Não sei se vou conseguir exprimir, mas vamos lá!
Por vezes, pensamos que uma amizade vai durar sempre, que sempre teremos a pessoa por perto. Mas isso não é assim. Num breve instante, a vemos indo embora, de várias formas. E o "para sempre" transforma-se em "nunca mais" ou "talvez algum dia", por acaso. Às vezes, por um mero acaso, até recebemos alguma notícia ao seu respeito, mas nada além disso. O elo é quebrado e o encontro vira despedida. Quantas pessoas conhecemos ao longo de nossas vidas? Quantas delas permanecem por todo o resto?
Passamos a vida em lugares diferentes, seja porque mudamos muito ou porque viajamos demais ou qualquer outro motivo. Por vezes, sentimos saudades de algum cantinho que ficou lá no passado, que nos traz alguma boa recordação, mas ele também se foi e não volta...
Devo dizer que, a princípio, o título " O menino do Pijama Listrado"não me despertou em nada o interesse por sua leitura. Não era, para mim, um título que merecesse muita atenção.
Não foi amor à primeira vista, nem tampouco à segunda. Foram "muitas vistas" até que, num sábado à noite, nada para fazer ou ver na TV, "zapeando" com o controle, encontro novamente o tal título. Breve pensamento: " Se valeu um filme, acho que vale dar uma lida na sinopse." E li. E assisti ao filme. Foi daí que nasceu o desejo de ler o livro.
Como já disse, gosto de fazer esses comparativos entre um e outro. E devo dizer que, nesse caso,
um complementa o outro. A leitura não é muito rica em detalhes, deixando muito a cargo da imaginação do leitor, mas o filme ajuda a entender as entrelinhas do livro.
Quanto a história, é comovente.
Versa sobre o nazismo. Um menino de oito anos que se sente atraído pelos vizinhos que passam o dia vestidos em seus pijamas listrados. Ele venera o pai, mesmo não concordando com o modo como dirige suas vidas. O garotinho acaba concluindo que não sabe qual é o serviço do pai, mas sabe que ele é muito importante para o "comandante mor" de seu país.
A história se desenrola e o menino acaba "descobrindo", talvez ainda que sem se dar conta disso, qual é a verdadeira missão do pai ali.
Sei que a nossa imaginação é capaz de nos levar a lugares e situações que, muitas vezes, nos fazem rir ou chorar. Essa história não é real, mas me faz pensar se, no auge da loucura nazista, algo semelhante não teria acontecido...
Mais uma vez, vale a máxima: não julgue e sentencie sem conhecimento de causa.
É interessante perceber como a indústria cinematográfica produz histórias interessantes e que podem nos levar a refletir sobre as nossas vidas e atitudes.
Estrelado por Adam Sandler, o filmeCLICK de 2007, é um exemplo disso. Só que na ficção sempre (ou quase sempre) há uma segunda chance para as personagens. Na vida real, devemos NOS dar essa segunda chance, já que a vida é efêmera e passa tão rapidamente...
Quantos de nós não agimos como o arquiteto Michael Newman? Quantas vezes nos dedicamos mais às coisas ao nosso derredor do que as que estão ao nosso redor? Esquecemos família, amigos, saúde, enfim paramos a vida buscando realizações que podem não chegar...
Assistir a um filme para nos divertir é muito bom, mas conseguir unir a diversão ao aprendizado para melhorar algo em nossa vida, com certeza é muito melhor!
É realmente impressionante como os autores americanos têm a capacidade de criar situações surreais e fazer com que uma grande maioria acredite nelas! E isso não é algo que surgiu com as novas tecnologias! Em 1932, Aldous Huxley lançou "Admirável Mundo Novo", que descreve uma sociedade totalmente irreal e pretendia ser uma crítica ao crescimento da industrialização da época.
A criação de Huxley inspirou outras obras, como o filme "Laranja Mecânica", de 1971 e "A Ilha", de 2005.
Recentemente, nossos contemporâneos da América lançaram o filme "2012", que prenuncia o final do mundo no ano de 2012 e tem deixado muitas pessoas "de cabelo em pé", por acreditarem piamente naquilo que o filme diz.
Só que a maioria das pessoas esquece que muitos já fizeram essas previsões e, até agora, NINGUÉM conseguiu acertar!
Mas eles não desistem e suas bilheterias continuam batendo recordes!
Estou criando o hábito de ler alguns clássicos que foram transformados em filmes e, após a leitura, assistir ao filme correspondente. É um exercício muito interessante.
Minha mais nova "aquisição" nessa área foi O NOME DA ROSA, de Humberto Eco e sempre me fascina a riqueza de detalhes que encontramos nos livros.
Infelizmente, a leitura é um hábito que muitos não cultivam, mas que ajuda muito a desenvolver o crescimento intelectual de qualquer pessoa. Filmes são ótimos, mas acabam por fazer adaptações pouco verídicas da obra literária. Não digo que me decepcionei com o filme, mas a história do filme é somente 'parecida' com a do livro. É como se não fosse a mesma.
É um exercício que vale à pena, uma vez que a comparação nos ajuda a desenvolver nosso senso crítico.