
Ele não era um Marley, mas aprontava suas peripécias, o que lhe custou essa corrente no pescoço...
Encontrado em uma caixa de papelão deixada num escadão do bairro onde moro, ainda filhote, prometia ser um grande cão, o que lhe rendeu o nome de GIGANTE.
Sempre ao sinal de qualquer som ao portão, seu latido e a frase: "Quieto, Gigante!". Do lado de fora, o visitante se assustava com o nome; porém, quando viam o dono do nome, sorriam e diziam com um tom carregado de ironia: "Esse que é o 'Gigante'?".
Mudamos de endereço (uma rua acima de onde morávamos) e ele estranhou. Ia para o portão da casa antiga, querendo entrar na SUA casa. Pulava cerca de três metros de altura para sair do local estranho e ganhar a liberdade. Até que se machucou muito (dá para ver pelas cicratizes do focinho) e teve que ser acorrentado.
Passados cerca de dez anos, entre travessuras, doenças, cirurgias, pulgas, carrapatos e outras coisas mais, eis que ontem ele acorda bem e no decorrer do dia começa a definhar até que...
O silêncio que agora reina na garagem é ensurdecedor!
Foi o nosso quinto cachorro, o terceiro que vimos morrer, mas sempre é muito difícil!
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