sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

VENDENDO "VÍRGULAS"






Final de ano...



Sempre um bom momento para refletir sobre o que dissemos que faríamos e que, em geral, não fizemos; de repensar atitudes e prometer que elas serão mudadas...



Estou lendo Augusto Cury ( O Vendedor de sonhos e a Revolução dos Anônimos) e uma frase dele tem-me feito refletir muito: "um homem sem vírgulas é um homem sem história". Como o autor coloca muito bem, quantos de nós não temos vivido de pontos finais, ao invés de colocar uma vírgula para que a história continue a ser escrita? Quantos têm encerrado suas histórias por não saberem utilizar uma vírgula ou até mesmo por colocá-la em um lugar errado?(fazemos muito isso quando escrevemos e acabamos por fazer em nossa existência também).

É chegado o momento, ou melhor, já é mais do que chegado o momento de aprendermos a usar as vírgulas para que a nossa história tenha muitos capítulos, sejam eles cheios de coisas boas ou de momentos tristes. Precisamos aprender com os erros para reescrevermos capítulos que possam mudar os rumos da nossa história, seja no âmbito pessoal, seja no âmbito social. E isso é possível: basta apenas que cada um de nós esteja disposto a "comprar uma vírgula" ou muitas vírgulas. É tempo de cumprir as promessas e é tempo de buscar novos horizontes que coloquem um novo brilho em nossa história.
Fica também um outro aprendizado: nem sempre o livro da moda é um livro vazio. Se você estiver disposto, acaba enxergando nas entrelinhas a sua verdadeira mensagem.



sábado, 12 de dezembro de 2009

REFLEXÕES...

Sei que isso nem é muito original, mas ontem estava num momento de introspecção e saiu. Acho legal compartilhar...
Não tem título ainda.



"A vida é feita de escolhas.
E nela eu escolho:

-ser ou não ser;
-ter ou não ter;
-amar ou odiar;
-perdoar ou condenar;
-construir ou destruir;
-parar ou prosseguir;
-chorar ou sorrir;
-conquistar ou desistir;
-querer ou abominar...

E porque sou EU quem escolho, hoje escolho:

-ser melhor do que ontem;
-amar mais do que ontem e menos que amanhã;
-perdoar aos outros, mas principalmente a mim mesmo;
-construir relacionamentos sólidos de amizade, amor, fraternidade;
-conquistar o que for possível e não me preocupar com o impossível: se for para ser, ele será possível em algum momento;
-prosseguir, sem preocupar-me com o dia de amanhã;
-sorrir, mesmo que custe muito;
-querer o bem, um dia de sol, um sorriso no lugar do mau humor, um abraço, um gesto simples...

Posso escolher entre ser feliz com o que tenho ou infeliz, desejando o que não tenho.
Só não posso escolher entre a vida e a morte. Se pudesse, escolheria com certeza VIVER e ver todos os que me amam e também os que me odeiam vivendo...
Mas posso escolher viver intensamente cada momento, fazendo dele o melhor possível! "

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Túnel do tempo...




...E bota tempo nisso!

A época era outra, os governantes eram outros, a minha escola também era outra... mas a preocupação era a mesma: onde foi parar a decência, a ética?
Década de 90. Governantes agem despudoradamente. Faço alguns versos ( descobri que os perdi...) que dizem mais ou menos assim:


" Mentes que se apavoram,
Mentes carentes,
Mentes que brilham!
Mentes que mentem
Descarada-
mente! "


(Se tornar a encontrá-lo, coloco-o na íntegra).


Apesar do longo tempo, sinto que as mentes não mudaram e continuam tão sem verdades quanto antes...

Infelizmente as lutas de antes, quando estudantes procuravam mudanças para o país, vão muito longe da nossa realidade...

O que os estudantes buscam hoje, a grande maioria, são as rodas de funk. O país? Que caia nas garras do primeiro que for inteligente o bastante para fazer coronelismo de maneira sutil...


São as "mentes que mentem descaradamente", que continuam em ação...

sábado, 28 de novembro de 2009

Para os amantes da boa música, segue a letra e o vídeo de um dos melhores compositores da atualidade: o mineiro Vander Lee
Esperando Aviões
"Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um PRESIDIARIO cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações".

domingo, 22 de novembro de 2009

UM POUQUINHO DE REFLEXÃO....

"NÃO ESQUEÇA O PRINCIPAL"

Conta-se que certa mulher pobre, com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:

"Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal!

Lembre-se, porém, de uma coisa: depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal...."

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.



Fascinada pelo ouro e pelas jóias, colocou a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.

A voz misteriosa falou novamente:


"Você agora, só tem oito minutos."

Esgotados os oito minutos, a mulher, carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou...
Só então lembrou-se que a criança ficara lá dentro e a porta estava fechada para sempre!


"A riqueza durou pouco e o desespero, sempre."

É possível pensarmos sobre o assunto em várias áreas da nossa sociedade. E é sempre possível vermos como quase sempre se esquece o principal...

E, assim como na ilustração, somos avisados para que não esqueçamos o essencial, mas...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONTRADIÇÕES...

DÁ PARA ENTENDER?!!??!!?

É comum ouvirmos debates com os seguintes títulos:

"Lula X Collor" ;
"Lula X FHC" ;
"Lula X Alckmin"...

...agora "LULA X Lula" é meio difícil de introjetar, mas a gente tenta...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

UM POUCO DE DIVERSÃO...

Acesse o LINK abaixo e assista a um clipe da banda Os Seminovos, produzido por Maurício Ricardo! Ele é fera na produção de charges!

http://charges.uol.com.br/2006/09/25/especial-clipe-eu-sou-emo
BOA DIVERSÃO!!!
Acessando o próximo LINK, vc poderá ler uma reportagem que fiz para o INOVE. Espero que goste...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SOMOS, FOMOS OU SEREMOS?

Acho que já disse algo assim, mas não consigo parar de pensar no chavão: " na vida nada se cria, tudo se copia". Ando pensando em algo que foi um dia, que passou, mas parece estar voltando com força total. E não é a moda, que ressurge de época em época, como se fosse uma novidade, mas que, na verdade, já foi. Estou pensando na censura.
Para quem não viveu ou nunca ouviu falar dessa época da nossa história, vale lembrar que a liberdade de expressão era vedada e que aquele que transgredisse a "lei do silêncio" era punido até com a própria vida...
Mas, com o fim do militarismo e a vinda da democracia, ela passou... Chegamos ao fim da censura e à época da liberdade de expressão, inclusive com alguns direitos alcançados pela classe jornalística. Na mídia, alguém que sempre foi contra tudo o que existia até então e que desejava mudanças...
Século XXI...
Um novo cenário político, com quem desejava mudar o país no poder e...CENSURA. Voltando sorrateiramente, a princípio como a simples tarja que indica a faixa etária adequada para cada programa na televisão, como ela ficou conhecida pela maioria da população, inocente...
Próximo passo: fim da obrigatoriedade do diploma para os jornalistas, porque fere a liberdade de expressão e, completando o primeiro círculo, a proibição de um veículo de comunicação expressar-se acerca de determinado fato. Continuo a perguntar: o passado foi ou está? Haverá um próximo degrau nessa escalada? O futuro continuará a imitar o passado? Até quando?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

EUGENIA

Todos nós, com certeza, já ouvimos falar de Hittler e sua obsessão em exterminar todos os que não pertencessem a uma linhagem totalmente branca. Aprendemos na escola como milhões foram mortos por conta da loucura do governante. Mas...alguém aprendeu na escola o que foi, no Brasil, a EUGENIA?
Passei pelo primeiro grau, pelo segundo e, agora, estou na faculdade e em nenhum momento da minha vida escolar sequer ouvi pronunciar esta palavra.
Mas afinal, o que Hittler tem haver com todo esse blá, blá, blá? Simples: EUGENIA foi um movimento que ocorreu no Brasil a favor do "extermínio das raças consideradas inferiores", por não serem puramente brancas.
Liderado por um inglês, naturalizado brasileiro, o movimento não vingou, graças a Deus.
O que desperta a atenção é que um fato tão importante ficou esquecido no tempo e na história...
Sei que o vídeo abaixo foi produzido nos EUA, mas se fosse realizado o mesmo teste no Brasil, com crianças da mesma idade, será que os resultados seriam diferentes?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"LEGÍTIMA DEFESA"?

É cada vez mais impressionante como nos acostumamos às coisas e acabamos por tornar "normal" o que é "anormal''.
Como disse anteriormente, todas as discussões postadas aqui nasceram de alguma leitura interessante. Essa, vem de um artigo que foi publicado na Folha do Trem há uns 15 dias mais ou menos pela vereadora Soninha, que fez uma breve reflexão sobre o caso Nelsinho Piquet. O interessante nesse artigo foi a colocação da vereadora: realmente vale tudo quando nos sentimos ameaçados de alguma forma?
O que mais vemos hoje em dia são pessoas que justificam um erro porque se sentiram coagidas de alguma forma; raramente ouvimos alguém dizer que errou por falta de caráter ou por falta de coragem . Sempre há uma justificativa para a nossa defesa.
Por vezes, questiono: até quando a sociedade vai continuar vivendo longe de "um algo" que é fundamental dentro de qualquer grupo-a ética ?
As vezes, penso que ela foi sepultada há muito tempo, como indigente, pois não houve quem viesse reclamar o seu desaparecimento...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CONTINUANDO NUM TERRENO FÉRTIL

Não tratarei de um assunto novo hoje ainda, mas darei continuidade ao pensamento acerca da memória política do brasileiro.
Quem me conhece, sabe o quanto já falei sobre o assunto e o quanto me indigno ao perceber que ou gostamos de sofrer ou realmente esquecemos o mal muito depressa (o que seria uma grande virtude).
Há exatos 20 anos criou-se um mito: Fernando Collor de Mello.
Fernando Collor de Melo, em 1989, Presidente da República
Feito pela mídia como sendo "o salvador da pátria", subiu ao poder tão rápido quanto dele despencou pouco depois. Quem criou o "caçador de marajás" em pouco tempo criou o movimento "fora Collor", que culminou no seu impeachment.
Os anos passaram; de um modo muito estranho, quase todos os envolvidos em denúncias contra o ex-presidente morreram e ele... volta a ocupar um cargo público.

Collor, senador em 2009
Eu me pergunto: COMO?
  • COMO ele, depois de todo o processo, volta à cena política?
  • COMO aqueles que apoiaram seu impeachment hoje são seus aliados?
  • COMO o povo pode esquecer tanto escândalo em tão pouco tempo?

Infelizmente, em matéria de esquecimento, temos vários exemplos na política, cada um mais incompreensível que o outro.
Depois, não adianta reclamar, uma vez que eles não chegam até lá sozinhos...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

INICIANDO A DISCUSSÃO


Começo aqui a compartilhar ideias que surgem de leituras interessantes.
A primeira delas vem de um livro que acabei de reler: Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva.
Nele, o autor conta detalhes do acidente que o deixou paraplégico aos vinte anos e faz também um apanhado político da época, passando pela ditadura e também pelo nascimento do PT, de Lula.
Essa leitura me fez refletir sobre algumas coisas que, aparentemente, perderam a importância no atual cenário político como, por exemplo, a ditadura. O que significou esta época para a maioria das pessoas? Fazendo um apanhado bem suscinto, foi um momento em que a poupança rendia muito e os salários eram reajustados mensalmente, o que dava a impressão de que se ganhava muito dinheiro. Porões? Torturas? Desaparecidos? Exílios? Todas estas coisas eram para os arruaceiros, que desejavam "bagunçar" a ordem. Estavam muito distantes da realidade da maioria.
Marcelo fez parte da minoria. O pai, desaparecido e a mãe presa, com a incerteza se ela voltaria ou não para casa.
Com a família incompleta (faltava-lhes o pai), viram-se obrigados a mudar para outro estado e recomeçar.
Olhando para esse passado, não muito distante, penso em como muito dessa história se perdeu e em como as gerações mais novas não conhecem quase nada sobre ela.
Em Feliz Ano Velho o autor conta também como se identificou com as ideias de um certo "operário barbudo", fundador de um novo partido, voltado para a classe trabalhadora, preocupado em colocar em prática uma nova maneira de governar. É possível sentir o desejo que o jovem possuía de ver o tal "barbudo" no poder.
Voltando para o hoje, vemos que ele conseguiu: o operário está lá, mas... e a nova maneira de governar? Onde foi que ela se perdeu na trajetória deste líder?
É interessante comparar o início deste partido, seus ideais e todo o seu discurso com o que vemos dele hoje. Não vejo muita semelhança entre os dois. Aliás, me parecem bem diferentes! Como aprendi em uma disciplina na faculdade, é como se um fosse gordura e o outro água: não se misturam.
Onde quero chegar? Como disse no meu perfil, acredito que mudar é possível, desde que haja em nosso meio uma memória política e a plena consciência de que o poder para isto está em nossas mãos. O povo brasileiro tem uma grande arma , que é o voto. É preciso saber usá-la de maneira menos irresponsável, conhecendo a história para que ela, assim como a moda, não volte a se repetir, dando a falsa impressão de que se está vivendo algo inédito.